domingo, 20 de novembro de 2011


  Cotidiano 1
As pessoas vivem me perguntando o que eu faço pra estar sempre bem?Qual o meu segredo?
- Eu apenas vivo! – respondo.
- Mas isso todo o mundo faz! – me retrucam sempre.
- Será mesmo que todos vivem!

Cotidiano 2
Há pessoas que parecem despercebidas de tudo.  Ou que estão em outra dimensão.
Dias desses entrei numa loja pra comprar um tablet. E o vendedor, respondia as perguntas automaticamente.
Então lhe fiz uma pergunta....
- Vem com wi fi, e alguns aplicativos. - disse automático

- Não, não. Eu apenas perguntei se dá pra fazer em três vezes no cartão!

domingo, 23 de outubro de 2011

Assassinato no Cassino - parte final.

 Depois Juraci me olhou.
- Fez a coisa certa. Evaldo e Aqua Lilás foram feitos um para o outro.
- E você, agora vai voltar para a luz, já que cumpriu a sua missão?
- Não seja tolo, a luz está em todos os lugares em todos os corações. E essa nossa história ainda não acabou.
Eu sorriu. E voltei para o bar, Mário e Valquíria conversavam já com sorrisos largos verdadeiros. É incrível como a nossa vida pode mudar de um  segundo ao outro. Me aproximei.
- Desculpa atrapalha-los, mas eu vou embora.!
- Mas....
- Valquíria essa história agora é sua e de Mário. Soltei Evaldo e Aqua Lilás. Agora é com vocês dois.
Eles sorriram.
Voltei para a casa e quando o dia chegava pude dormir demoradamente.A minha mulher reclamou mas tão casado que estava, peguei no sono profundo.
Dois dias depois, Mário Valquíria e Juraci flutuando apareceram em minha casa. Estavam juntos e felizes e me fizeram uma proposta.
 - Melquis, aceita ser nosso sócio num escritório de detective e investigações? - me disse Valquíria.
A ideia me pareceu estranha, mas me excitou e como disse Juraci a nossa história não havia terminado.
Dois meses depois surgia a Aqua Lilás investigações.

domingo, 16 de outubro de 2011

Assassinato no Cassino - parte X

A situação de humilhação perdurou por mais algum tempo. Até Valquíria ficar satisfeita. Depois ela subitamente parou e disse que precisava de uma bebida.  E se foi dando a arma para mim. Eu também precisava de uma bebida mas não poderia deixar os dois ali e muito menos dar a arma para Mário, devido a seu estado emocional. Então amarrei Evaldo e Aqua Lilás e convidei Mário para um bebidinha. Ele concordou e fomos todos para o bar do cassino. Juraci estava ao lado de Valquíria que bebia calada.
- Ei, o que vocês fizeram?
- Não se preocupe. Eu os amarrei. Estão segurou, depois eu preciso de um bebida também.
Valquíria nada disse, começou a beber.
- O que vamos dizer a polícia.Afinal de contas não há crime algum.
-Que polícia! Eu não chamei polícia alguma. Só quero é tortura aqueles dois. 
-Mas...
- Não seja tolo Melquis, Evaldo nunca vai preso. Tem muito dinheiro.
Eu não disse nada, e ela tinha razão. Fui ao banheiro e quando voltei, Valquíria e Mário conversavam um pouco animado e Mário bebia.  Achei melhor ficar encostando ao longe ouvindo.  E ouvi ela dizer a ele que  nessa vida, a decepção com o outro é uma constante e somente quando se encontra o verdadeiro amor é que a dor passa... 
- Nem parece Valquíria não é mesmo - me disse Juraci, bastante feliz.
- E Mário então parece mais confortado.
- Você agora entende porque eu estou aqui? Foi para a trazer a minha amiga o verdadeiro amo dela. Eu devia isso a ela. A pessoa que me acolheu desde de criança abandonado pelos pais e sempre me deu amor, carinho e moral.
- Mário e Valquíria! Eu suspirei. 
- Bem cumprimos a nossa missão! - me disse Juraci.
E eu entendi.
Deixe os dois se conhecendo, voltei para o escritório e soltei Evaldo e Aqua Lilás.
- Vão embora, não tem polícia alguma.
Eles me olharam assustados se vestiram e saíram rapidamente.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Assassinato no Cassino - parte IX

 Ao chegarmos ao cassino, não havia mais ninguém, todos com medo de complicações com a polícia se foram.
Apenas a luz do escritório acesa parecia contar com algum coisa.
Valquíria , eu e Juraci entramos pé ante pé. Quer dizer o Juraci, flutuou.
E para nossa surpresa. Aqua Lilás estava sorridente ao lado de Evaldo e  Mário pendurado de cabeça para baixo.
Foi uma surpresa  para todos, e eu corri para salvar o meu amigo, enquanto  Valquíria tomava em mãos uma arma que sabiamente trouxe  em sua bolsa e apontou para o casal.
- Eu sabia que iram aprontar alguma.
- Calma Valquíria! Olha essa arma! - disse Evaldo.
- Olha o caramba, você é esse organismo iram incriminar esse coitado. Agora eu entendo tudo.
- Complicações com a policia me levaram a isso.- disse Mário.
Valquíria atirou entre os dois, estourando a parede, assustando-os sem ferir.
- Conte tudo sua bactéria de esgoto.? - insistiu ela numa coragem de se admirar.
- Eu iria matar Mário, ficar com os documentos e me fazer passar por ele. E depois eu iria investir na carreira de Aqua Lilás. Convenhamos ela tem talento.
- Buhmmm! Eu já esperava isso.
Finalmente desamarrei Mário e o vi cair ao chão meloso, assustado e com certa raiva de Aqua Lilás.
- Porque fez isso comigo! Você não gosta de mim!
- Esse cu de camelo nunca gostou de ninguém. Apenas pensa em sua carreira medíocre de cantora. 
- Olha aqui, sua pinta de vaca! Eu sou uma cantora tá. Só não tive sorte.E pode me matar se quiser mas não vou admitir que arranhe o meu talento.
- Talento! Nem a Globo Rural vai querer publicar uma foto sua.  Vamos logo os dois, tirem a roupa. 
- E isso ai arrasa. Val maldita. - disse Juraci.
De alguma forma Valquíria sentiu a mensagem do amigo e se empolgou dando outro tiro. 
- Vamos tirem a roupa!  O próximo vai ser no cu de cada um.
Tiraram a roupa. E nu em pelos, Valquíria e Juraci começaram a tirar sarro do dois. 
- Ele pintinho. Ela cheia de estrias e gordura pra todo lado, até parece uma pêra. Ele seco de dá-dó....
- Chega Valquíria, precisamos chamar a polícia!- Eu tive que intervir.
- Nem ferrando eu vou perder essa oportunidade de  foder  com eles dois. Eles não não valem  nada. Olham só  o que iam fazer com o seu amigo. Vai logo chame a polícia e eu vou ficar aqui até a polícia chegar tirando sarro dos dois. Como é boa a vingança
E Valquíria fico humilhando-os ,lavando a sua alma de vingança até a polícia chegar. Mário, chorava ao meu colo, Juraci incentivava Valquíria, e Aqua Lilás e Evaldo permaneceram parados naquela humilhação alimentando a suas vingança.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Uma parada reflexiva!

Estava  viajando no feriado prolongado para o interior enfrentando aquele maldito trânsito que alivia a cidade de São Paulo mas  que causa transtorno em todas as outras cidades que dão acesso a ela.
 
Estava só, a minha mulher e os meus filhos partiram dois dias antes do feriado. E depois de cinco pedágios e 120 km numa noite escura e com certo frio. Parei num desses postos de beira de estrada para comer algo. Eu tinha mais 180 km pela frente. E numa dessa eu a vi sozinha numa mesa comendo algo e me olhando demoradamente. Fiquei constrangido. Claro! Porque ela não parava de me olhar. 
 
Terminei o lanche , paguei a conta e quando ia entrando em  meu carro ela veio correndo me chamando pelo meu nome.
- Melquis, não se lembra de mim!
Eu não me lembrava.
- Marli! Nós trabalhamos juntos na....
- Claro! Marli a secretária do Evaldo. 
- Ex- Evaldo. Ele morreu.- ela me disse seca.
- Que pena!- disse surpreso, pela morte e por vê-la.
- Pena Porque? Eu não senti pena alguma!
- Mas vocês se casaram. Eu me lembro!
- Sim, mas foi o meu inferno. Se soubesse o que ele era eu nunca teria me casado.Um alcoólatra desgraçado que me batia dia sim e outro também. Não dava no couro, não me deu filhos que eu tanto queria, nem conforto algum. Tudo o que eu herdei dele foi amargura e ressentimento.
-Mas Marli, isso tudo é um choque para mim. o Evaldo era tão certinho.
- Certinho o caralho! - disse ela com raiva.- Ele era certinho no trabalho e só isso. Você acredita que ele me fez transar com um travesti! 
- Ui! Pera ai ele te obrigou botou uma arma em sua cabeça!
- Não! Eu  confesso que tive curiosidade! Foi bom, foi bom...até o travesti comer ele. Ai não deu. Eu virei o jogo e comecei a bater nele e o travesti também. Evaldo foi parar no hospital e  depois  veio a doença do figado de tanto beber e  ele morreu.
-Puxa vida ! E faz tempo que ele morreu!
- Dois dias atrás!
- O que! Eu não fiquei sabendo.
- E isso também não tem importância.
- E você como está?
- Agora estou bem! Estou indo para o interior na casa de uma amiga minha. Bruna Lãn o travesti. Vou te confessar uma coisa. Acho que agora eu encontrei a pessoa de minha vida!
 
Eu confesso que perdi o chão. Por mais que  a gente tenha vivido nessa vida e ouvido tantas histórias a vida parece ter sempre uma  razão que foge a nossa razão.  E não se trata de uma carta a mais na manga não  e apenas. Mas a vida parece ter um baralho todo e as vezes uma jogada que desconhecemos.
Eu então fiquei ouvindo Marli contar toda a sua história até quase a madrugada chegar.
 
Marli sempre teve uma ar de soberba e não dava bola para segundo escalão da empresa. Queria um  gerente geral para a sua vida. E teve. E agora estava atrás de uma amor e parece ter encontrado com essa Bruna Lãn. Eu cheguei quase ao amanhecer na casa de meus parente e contei toda essa história. Todos me ouviram  tão surpresos como eu. De alguma forma  esse questionar de que a vida tem sempre as suas razões além de nossas razões foi comum a todos também.

domingo, 25 de setembro de 2011

Assassinato no Cassino- parte -VIII

Voltamos para o Cassino e Valquíria me olhava constantemente perguntando por Juraci. E aproveite para fazer algumas perguntas sobre Aqua Lilás.
- Algum dia no passado fomos amigas. - disse seca Valquíria.- Eu gostei muito dela. Tenho esse defeito. Gostar de mais das pessoas. A gente na verdade sempre se estrepa. E Aqua Lilás, sempre querendo o sucesso como cantora.  E nunca percebi o tipo de pessoa que ela é. Gananciosa ao extremo, capaz de passar por cima da própria mãe, para conseguir o que quer. Fora as centenas de orgasmos que ela fingiu para estar onde está.
- Mas ela não é uma cantora famosa. Confesso que a primeira vez que a ouvi foi no Cassino.
- Sim o que tem de gananciosa tem de burra. Ela sempre deu para as pessoas erradas. Brigou com mulheres de donos de gravadora, tentou a carreira de cantora evangélica, mas também gravou um CD espirita e o pior de tudo. Brigou com os organizadores da parada do orgulho gay. Ai foi o fim dela. Até que conheceu Evaldo.
Evaldo se apaixonou por ela.
E quando Valquíria afirmou esse amor, eu fiquei pensando em meu amigo Mário. Qual o papel dele nessa história.
- De um otário, um laranja. - Me disse Juraci.
Valquíria estalou os seus olhos. 
- Foi Juraci quem falou?
- Sim ele me disse que Mário meu amigo esta nessa história toda como um laranja.
- Claro que sim! Aqua Lilás tem algum plano e seu amigo é parte dele. Como sempre Jura amigo, você arrasa. 
Juraci sorriu agradecendo.
Mas o que me intrigava era o que Mário tinha a ver com aquela história.
- Ouça, façamos um trato. - me disse Valquíria. - Eu entrarei naquele cassino quebrando o barraco e você me dá retaguarda. Saberemos de algo muito podre. Ah faz tempo que não me divirto assim, ainda mais com o meu amigo Jura....
Não tive como não negar. E confesso que a diversão foi a palavra certa para aquela longa noite.


domingo, 24 de julho de 2011

Assassinato no Cassino- parte VII

Juraci e  Valquíria se abraçaram fortemente e confesso que fiquei emocionado, mas eu não poderia deixar Juraci dominar o meu corpo por mais tempo. Foi uma experiência emocional difícil, e diria até mesmo dolorosa porque assim que expulsei Juraci de meu corpo, ainda sentido o pequeno corpo de Valquíria me abraçando, um cansaço  me dominou. Como se a dias eu não dormisse.
- Porque fez isso, não poderia emprestar o seu corpo por mais um tempo.- disse ela magoada.
- Ora o corpo é meu! Que mania de achar que temos que dar o nosso corpo para alguém! - disse eu irritado.
Ela então se sentou e me ofereceu um café, docilmente.
- Você não imagina que saudade eu sentia de Juraci. Ele ainda está por aqui.
- Sim, esta sentado ao seu lado.
- Ele sabe o quanto eu gosto dele. Eu nunca tive um amigo como ele, e senti muito a sua morte.
Eu pude ver a pessoa boa que Valquíria era. Juraci olho para mim.
- Diga a ela que eu nunca a esquecerei. E que ela foi a melhor amiga que eu já tive.
Valquíria então chorou e Juraci também chorou, revelando a mim que os espíritos também tem emoção, e choram como nós.
Aceitei o café e algum tempo depois estávamos os três sentado a mesa tomando o café.Claro que Juraci apenas nos acompanhava mesmo Valquíria tendo posto  uma xícara para ele.
- Mas o fato é que precisamos achar quem matou o seu marido.
- Senhor porque tem mesmo que se meter nisso?
- Não sei? Mas não consigo deixar de envolver.
- Acho que te entendo um pouco,depois de maravilhosamente ter me dado a chance de abraçar o  meu amigo.
- Bem...
- Acho que Aqua Lilás tem alguma coisa a ver com a morte de Evaldo. E vou ajuda-lo agora que sei que Juraci está ao seu lado.

domingo, 17 de julho de 2011

Assassinato no Cassino - parte VI

Valquíria me olhou com desprezo.
- Gente como você me dá nojo! Quer ser o bonzinho da história, mas nem olha para o sofrimento dos outros. Evaldo com o seu egoísmo me levou a isso. Eu sempre gostei daquele homem, mas ele me desprezou. Imagina se ele poderia me apresentar por ai. Uma anã!
- Eu sinto muito, mas...
-Mas o caralho seu Melquis. Sai dessa história você não tem nada a ver com isso.
- Mas uma pessoa morreu!
- Milhares de pessoas morrem por ano, no mundo. Crianças por maus tratos e fome, velhos por desprezo. Gays porque gosta de dar o cu e ai o que você vai fazer por eles. Vais ficar só nessa de defender um canalha  como o Evaldo. Já disse, gente como você me dá nojo.
- Mas um crime foi cometido.
-Então vá a policia e me entregue. 
- Eu vou ter que fazer isso.
Valquíria tomou o celular em mãos e falou algo baixo.
- Estou ligando para o meu advogado.
Juraci então aproximou-se de mim. 
- Vamos embora! - disse.
Eu não entendi, mas percebi que ele sabia de algo a mais. 
- Com quem está falando! - Valquíria perguntou.
Eu disse que com ninguém. Mas ela não engoliu. E insistiu e inteligente como era, me persuadiu.
- O senhor é médium e esta falando com o espírito de Evaldo?
- Não é o Evaldo. - afirmei sabendo que não poderia fugir de Valquíria.
Ela aproximou-se.
- Eu conheci no Cassino, ele se diz chamar Juraci e afirma ser um espírito de luz.
- Juraci, meu Deus!
- A senhora o conhece? - olhei para Juraci.
- Claro! Onde ele está?
- Aqui ao meu lado. Mas quem é ele?
- Ele era o meu mordomo e o melhor amigo que já tive. Evaldo o matou.
Valquíria começou a chorar enquanto  Juraci foi entrando em meu corpo. Então se abraçaram como velhos amigos onde eu não sem força alguma para reagir emprestava o meu corpo para matarem a saudade. 


domingo, 26 de junho de 2011

Assassinato no Cassino- parte V.

Sim era uma anã, loura e com olhar dominador e interrogativo. Olhou para  mim de cima a baixo depois sorriu  com sensualidade .
- Não gosto de homens maduros, prefiro os jovens. Mas você é atraente. Entre!
Claro que ela não viu o espirito de luz.  A essa altura já havia entrado na casa e  me aguardava na sala com sorriso sarcastico. Eu entrei e a logo senti a mão de Valquíria apertando a minha bunda, pulei de lado e ela sorriu.
- Durinha! E você parece tímido. Sabe que adoro tirar a timidez dos caras!
- Desculpas, mas esta havendo um engano! Eu não vim aqui para sexo e sim pelo assassinato de seu marido.
- AH! Ele morreu!
- Sim ainda a pouco foi assassinado no Cassino.
- Você é policial?
- Não!
- E porque está se metendo nisso?
- Porque ....
- Sente-se, quer beber algo?
- Não obrigado?
- Quer uma chupetinha?
- O que!
- chupar o seu pau, pelo menos isso pra noite não ficar perdida!
- Não obrigado.
- Você é gay?
Juraci caiu na risada. Se  espirito  ri!
- Olha eu quero saber  se sabe alguma coisa do assassinato.
- Meu Deus. Você é tolo. como vem em minha casa perguntar se  sei alguma coisa da morte de meu marido! Homens estão cada vez mais burros.
Eu me desconcertei realmente, aquela mulher era , fria e  sabia dominar a situação.
- Bem é que encontramos uma anel da senhora, no corpo do ...
- Quem disse que o anel era meu!
- Aqua Lilás reconheceu!
- Aquela vaca gorda! Maldita, despeitada, cheia de estrias e celulite. Larga, aborto mal feito. O tiro era para ela. Evaldo entrou na frente.
- Então a senhora o matou.
- Não, eu mandei matar ela. Mas o merda do cabra fez essa cagada. Eu não digo que o homens estão cada vez mais burros.
- Então...
- Então o que o babaca! Eu mandei matar Aqua Lilas, para fazer o Evaldo sofrer,  para ele pagar tudo o que ele fez com o Romualdo.
- Quem é Romualdo.
- O meu amante que ele mandou matar.
Naquele momento eu vi que me meti numa fria.

sábado, 11 de junho de 2011

Assassinato no Cassino.-parte-IV.

- E o corpo? - eu perguntei.
- Pode deixar que eu cuido dele. Você me ajuda Mário!
Mário disse que sim, nunca diria não. O que para ele a morte de Belo era lucro. Acredito.
- E Valquíria, onde a encontramos? - eu perguntei.
- Aquela mini vaca deve estar fugindo agora. - disse Aqua Lilás com raiva profunda que somente as mulheres conseguem expressar.
Então Juraci olhou para mim e  entendi que aquele local estava deserto. 
- Aqua Lilás. E os seguranças do Belo! Onde estão.
Ela então pairou os seus olhos por tudo e espantando-se com o fato concluiu.
- Aquela mini vaca fugiu com todos eles!
- Não isso não pode ser! 
- Você não conhece aquela mini vaca. Ela é capaz de tudo, e deve ter roubado todo o dinheiro de  Belo para manter os seus prazeres com os homens. É absurdo pagar para essas coisas, eu não só o faço por prazer. Tenho dignidade.
Juraci olhou para mim e não comentamos nada. Aqua Lilás então tomou  um bloco de papel e anotou uma série de endereços que poderíamos encontrar Valquíria ou alguma pista que levasse a ela.
- Vão e me façam esse favor. Eu vou enterrar Belo com dignidade e tocar esse Cassino como ele sempre quis. Você me ajuda não ajuda Mário.
Claro que Mário concordou. E ainda ele me deu a chave de seu fusca e naquela mesma noite eu não sabendo o porque me vi resolvendo um crime e ao que tudo indicava, era um crime pacional.
Juraci me acompanhou no fusca. Reluzente em sua luz ia iluminando o caminho entre os últimos carros que deixavam o Cassino.
- Escuta Juraci não dá para diminuir essa luz, está me atrapalhando.
Ele abaixou a sua luz e se materializou como a uma pessoa ainda viva.
- Não se iluda não sou de carne e osso. Apenas dou essa impressão.
E  depois de falarmos um pouco de cada assunto ser falado por um ser morto e um ser vivo, onde o ser morto era sarcástico o tempo todo chegamos finalmente ao primeiro endereço de Valquíria. Uma luxuosa casa num bairro chique condomínio bem vigiado. E antes que eu parece o fusca na portaria, Juraci fez o fusca acelerar.
- Não vamos perder tempo com seguranças.
Eu concordei, e ao batermos a porta da casa de Valquíria ela apareceu.  Era uma anã loura.

Assassinato no Cassino.-parte-III.

 O corpo estava molhado no sangue deitado ao chão próximo a porta de entrada que parecia ser o seu escritório. A porta estava aberta e mostrava um luxo só. O corpo vestia, um terno bem cortado anéis de ouro tem todos os dedos, e colares de ouro e diamante. Bem  cafona apesar de caro. Era um corpo de estatura mediana e mais gordo do que o comum. O que é comum, nesse caso?   Eu não toquei no corpo, apesar do corpo querer que eu fizesse isso.
Foi quando Aqua Lilás entrou ao lado de Mário e gritou ao ver o corpo.
- Ó meu Deus e Belo!- parecia desesperada e caiu sobre o corpo, virando decúbito ventral, ou seja barriga para cima. Se sujou de sangue e deixou bem claro a todos inclusive a Mário que ela, Aqua Lilás, sentia algo forte por aquele homem. Mário, não ligou, desconfio que sabia de algo a mais.
- Belo! Mas que nome para um homem com corpo e rosto desproporcional! - disse o espírito de luz, sarcástico.O que me levou a crer que ou aquele ser não era um espírito de luz ou então quando morremos levamos a nossa personalidade também.
- Porque fizeram isso contigo. Belinho! - gritou Aqua Lilás.
Belinho era demais! Mas ela insistiu.
Foi então que vi um anel  ao chão que ao mover o corpo de Belo, Aqua Lilás deixou se revelar.
Era um anel de ouro branco com diamantes e uma pedra vermelha. Acredito que fosse safira. Eu peguei o anel e levei próximo a luz de Juraci.
Mário se assustou ao ver Juraci. E Aqua Lilás, se levantou  admirada ao ver.
- Você é um anjo que veio buscar Belo. Por favor me leve também!
- Já mais te levarei. Você é brega! Eu não posso me comprometer com os meus amigos. Além do mais  Mário te ama e fará de tudo para ficar com você. Até suportar certos adereços na cabeça.
A certeza de que Juraci não era espírito de luz coisa nenhum foi ficando forte em mim.
Mas  derrepentemente o anel brilhou ainda mais sobre a luz de Juraci e tomou a atenção de todos.
- Ah! - gritou Aqua Lilás afastando o rosto.- Esse anel é de Valquíria, a mulher de Juraci. Aquela mini vaca nunca aceitou o que rolava entre eu e Juraci.
Eu olhei para Mário. E ele apenas sorriu.
- Normal! - disse.
Então, tínhamos que encontrar Valquíria.

Assassinato no Cassino.- parteII

 Todos deixaram aquele local, e o silêncio aumentou mais a sua  luz. Ele apareceu, e era um espírito de Luz. Claro que era porque brilhava tanto e mesmo assim se podia ver a sua forma.
- Eu não entendo dessas coisas espirituais! Mas o que você quer!
- Claro que entende! Está em cada um! Todos nós entendemos!
- Bem!
- Eu estou apenas passando por aqui!
- Não tem nada a ver com...
- Sim tem um corpo ali, e uma alma pedida por ai. Acho que está assustada.
- Podemos ajuda-la.
- Você se envolveria com um crime, um assassinato e o resultado disso. Uma alma perdida.
- Já que estou aqui! E na verdade a minha alma quer isso! E confesso que é a primeira vez que digo a minha alma com tanta certeza. Com algo que me alivia da mediocridade...
- Tá, tá..Tá bom eu entendi. - disse o espírito de luz , e confesso que o  achei sem muita paciência.
- Meu nome é Melquis.
- O meu é Juraci.
Senti vontade de rir.
- Juraci.
- Olha eu gosta muito de minha mãe. Ainda gosto e vou levar o nome que ela me deu até....
- Até...?
- Esse mistério do além da morte, não é para você agora!
- Vocês adoram fazer isso com a gente!
- E confesso que um prazer!
- Hum mm!
- Mas vamos ao nosso acordo!
Eu concordei.
- Esse cara que morreu, quem é ele?
- O dono do Cassino. Um mafioso, estava jurado de morte.
- E quem o matou!
- Isso é contigo, Melquis. Eu tenho que encontrar essa alma.
- Vocês não tem outra diversão além de criar esses mistérios sobre nós pobres mortais.
- Tantos quanto não possa imaginar! Mas causar essa curiosidade em vocês pobre mortais é irado!
- Puta que pariu viu!
Juraci sorriu com um estranho prazer.
Então eu dei dois passos e caminhei porta adentro onde Juraci disse que estava o corpo. Eu confesso que não entendo nada de perícia policial. Claro que não haveria policial algum ali. E depois das informações de Juraci, eu definitivamente estava mexendo com merda da mais densa e fétida, afinal o cara é dono do Cassino  o que é contravenção. Mafioso o que tudo indica criminoso e traficante. E então porque eu estava ali querendo saber quem o matou.

sábado, 4 de junho de 2011

Assassinato No Cassino. - parte I

O jogos de azar são proibidos no Brasil , mesmo os jogos da loteria federal e Mega Sena. E eu pergunto porque?

 Eu andava sem muito o que fazer e até entediado da vida quando Mário me veio convidar para ir a um show de sua amiga. Mais uma de sua amigas.
- Aqua Lilás , você precisa conhece-la. - insistiu Ele.
Aqua Lilás, esse nome marcou fundo em mim e realmente eu precisava conhecer alguém com esse nome.  E cedi ao pedido de Mário.  E então, numa quarta-feira fomos ao show dessa  amiga de Mário. Aqua Lilás.
 A viagem foi um pouco longo, num sitio próximo a cidade de São Paulo.
- Para onde estamos indo?
- Para uma velha  fazenda, o cassino é lá!
- Cassino? Mas Mário isso não é ilegal!
- Sei lá. Só sei que o lugar é uma delicia.
- Mas...
- Relaxa. Melquis. A gente vai se dar bem.
Eu  percebi que a noite não era exatamente  tão encantadora assim. Um cassino clandestino deslumbrava-se em nosso caminho.
Estrada sinuosa, curva fechadas e sempre se via homens parados em algum acostamento.
- São  Vigias do Cassino.- disse Mário.
- Você já esteve aqui!
- Sim, a minha última namorada, lembra da Heleninha! Pois é ela é irmã de Aqua Lilás. Eu deixei Heleninha porque vou te confessar o meu amigo. Eu me apaixonei pro Aqua Lilás.
Esse era o Mário, e  Aqua Lilás deveria ser muito bonita, porque meu Amigo Mário só pega mulher bonita.
Bem, chegamos ao Casino. Se tratava de um casarão dos antigos barões do café. Todo reformado, e luzes e seguranças  por toda a parte vigiando carros  que iam desde os mais caros, até o mais simples como velho fusca de Mário.
E ao entrar no casino uma voz linda, suave entrou em meus ouvidos, ultrapassando o barulho de roletas e vozes de pessoas comemorando ou xingando as jogadas.  Deduzi logo que se tratava de Aqua Lilás e confesso que me apaixonei pela sua voz. Aquela canção do Roberto que ela cantava ia me tomando.
- É ela!
- Sim Aqua Lilás. E que voz.
E quase apaixonado por ela, Mário a apontou no palco.
- Mas cada a Aqua Lilás.
- Olha lá cantando, bem ao centro do palco.
Aqua Lilás, era baixa e gordinha, vestia um vestido lilás que a deixava mais gorda. Era extremamente oposta de sua irmã Heleninha.  Mostrando a mim que  há sempre ilusão em nossas  expectativas.
Então Ela cantou mais uma canção , algo do Chico Buarque, e depois enquanto a orquestra tocava boleros, ela desceu do pequeno palco e aproximou-se de Mário.  Se Beijaram.
Mário me apresentou. E ao cumprimenta-la, curvei-me mais um pouco e me perguntei o que é que eu vim fazer nesse lugar.
- Está gostando seu Melquis. Esse lugar não é um sonho!
Eu sorri dizendo que sim.
- Eu sempre sonhei em cantar em lugar  com glamour. Mário meu querido pega uma bebidinha pra mim.
Mário correu para satisfaze-la.
E eu só com Aqua Lilás a vi piscar para mim, e sem medo algum pegou em minhas mãos.
- Você sabe que eu Mário estamos namorando. Mas isso não me impede de ter outras experiências.
Eu recuei a minha mão.
- É que eu sou gay.- disse para espanta-la porque eu pressenti que ela não desistira fácil.
-E dai! O que isso tem a ver!
-Bem!
- Bobinho. Mais tarde a gente conversa!
Mário aproximou-se com a bebida e com um sorriso de total felicidade rasgando o seu rosto  como se ele fosse estourar a mais um melimetro que sorrisse. Ele a abraçou e a beijou.
- Ela não é tudo! - ele disse olhando para mim.
Eu ia concordar mas derrepente as pessoas começaram a correr, sobre tiros vindo do nada e orquestra se abaixando, mesas caindo e  Mário tomou Aqua Lilás no colo e saiu correndo porta afora com a sua amada, que para ele parecia imortal.
Eu, fiquei parado sem poder me mover por alguma coisa que me segurou atrelado ao balcão do bar e segundos depois me vi só, no silêncio daquela casa.
Então ele apareceu.

A sua opinião.

A sua opinião é tão importante porque você é único nesse planeta, nesse universo. Vamos lá deixe um comentário sobre o que desejar para que outros possam desfrutar.

Ponto.

"Não leve a vida a sério de mais. A gente morre no final."

sábado, 21 de maio de 2011

Frase desfeita

Passando um dia desses pela rua, encontrei um gato e um cão juntos um ao lado  do outro encolhidos sob um sol para esquenta-los de um frio típico da manhãs de outono. Estavam sujos, com os pelos grossos e alguns grudados típico de animais que não tomam banho e que mostrava que estavam juntos a muito tempo.
Derrepente o cão se levantou e começou a caminhar em busca de algo para comer, o gato então ficou olhando e quando o cão se distanciou o gato se levantou, espreguiçando-se e seguiu o cão. Não, não queria ficar só sem o seu companheiro.  Eu os segui, e pude vê-los juntos mais a frente. Eram companheiros  definitivamente eram companheiros . E juntos seguiam pelas ruas de São Paulo.
E juntos destruíram em mim aquela frase que ouvir por toda a vida:
"Se odeiam como cão e gato."
Tá bom!

Angela!

A minha primeira vez com uma mulher casada, se deu quando eu ainda era solteiro. Eu havia terminado de servir o exercito e estava procurando um curso para fazer, entrei numa dessas escolas técnicas e ao me matricular  a vi tão exuberante como atenciosa. Ela pediu os meus documentos e  ficou me olhando  com aquele olhar de quem busca algo. Claro que eu estava aberto a isso e procurando algo. Mas naquele instante não passou disso. E como eu havia passado juntos com os meus dados o número do meu celular, ela ligou no dia seguinte e alegando dizer que precisava de alguns dados começamos uma conversa e conversa vai e conversa vem marcamos um encontro num  bar na São João . E ali fique sabendo que ela era casada.
- E isso te incomoda!
- Não! E deveria!
- Se você tivesse alguma veia religiosa dessas por ai, talvez.
- Ainda não define uma religião em minha vida. Mas não acredito que isso impossibilitaria um encontro entre nós. Duas pessoas quando querem se encontrar nada impede.
Ela sorriu.
- E o seu marido? - perguntei inevitavelmente.
- Está viajando! Ele adora viajar pela empresa! 
Nos entendemos e passamos a nos encontrar pelo menos uma vez a cada quinze dias. Eu confesso que apreendi muito com Ângela.  Afinal ela era casada e tinha mais experiência  e obviamente me ensinou detalhes que numa relação a dois como dizem, são fundamentais e que de algumas forma e em alguns momentos levei para o meu casamento. Sou grato a Ângela. E apreendi que experiências que trocamos sempre nos enriquecem e confesso não achar nada imoral nisso.

Celebrar.Uma parábola sobre os erros e acertos de nossas escolhas.


Celebrar. Uma parábola sobre os erros e acertos de nossas escolhas.

Três ladrões estavam de olho naquela casa a dias, sabiam que uma mulher morava só ali. O primeiro roubaria qualquer coisa para comprar droga; O segundo roubaria porque era a única coisa que sabia fazer na vida e não por falta de oportunidade, mas porque a roubar era a coisa mais fácil e como não gostava de trabalhar era o seu sustento; O terceiro ladrão iria roubar aquela casa, porque jovem ainda não tinha apreendido outras coisas na vida a não ser roubar. Era a sua cultura, e estava revoltado com o mundo. Os ricos roubam, os políticos roubam os países ricos roubam os países pobres estupram as suas meninas e nada acontece. 

O primeiro entrou na casa pulou o muro alto e deu de frente com um cão da raça fila e que por aqueles dias havia contraído a doença da hidrofobia, ou raiva. O cão veio pra cima dele, o mordeu e como era drogado, não se importou entrou na casa e roubo relógio, TV, aparelho de som e vendeu por uma ninharia. Morreu algumas semanas depois com a doença da raiva em andamento devendo para a biqueira onde comprava a sua droga.

O segundo entrou mais tranqüilo sem o cão e com uma arma em mão adentrou na casa não queria coisinhas. Queria dinheiro, jóias a chave do carro a TV de plasma. E encontrou tudo isso e mais a dona da casa, que estava em seu quarto sentada a cama com uma bebida em mãos.  O ladrão entrou apontou a arma para a sua cabeça que abrisse o cofre. Ela abriu, e enquanto abria o ladrão tomou de sua bebida, parecia uísque dos bons. Ele aproveitou e levou a garrafa e todas as jóias e mais a TV plasma e a chave do carro. Depois amarrou a mulher. Ele não foi muito longe. Na bebida que tomou da mulher havia barbitúricos porque ela em sua solidão queria se matar, ou enlouquecer de vez. O ladrão enlouqueceu de vez, perdeu a direção e bateu de frente com uma carreta, morrendo esmagado com todas as jóias e a tv de plasma que sempre desejou. O carro teve perda total.

O terceiro ladrão entrou na mesma noite, e viu a mulher amarrada e soltou para ela falar onde estava o dinheiro da casa , ela lamentou que ele houvesse chegado tarde. Ele se irritou, mas de relance viu alguns livros na estante de seu quarto.  Parou com atenção e correu os olhos. E se lembrou que parou  de estudar na sexta série justamente quando estava terminado de ler algo relacionado a  poesia de Drumonnd de Andrade. E ali naquela estante estava o mesmo livro. E por um momento de lucidez que lhe tomou, achou que o melhor que tinha a fazer era voltar a estudar e deixar aquela maldita vida.

A mulher se comoveu com o silêncio do ladrão diante dos livros e disse que ele podia levar todos. 
Ele então aceitou, ela arrumou algumas sacolas e abriu a porta da frente para ele sair.
Anos mais tarde o terceiro ladrão apareceu na mesma casa como um corretor bem sucedido em seu próprio carro e quis agradecer a mulher por ter dado aquela chance a ele.
Ela ficou contente é claro. Mas foi ela quem o agradeceu.
- Mas porque me agradece! - disse o terceiro ladrão surpreso com a atitude daquela mulher.
- Por aquela noite! Eu simplesmente vivia uma vida infeliz, meu marido havia me deixado. Tenho todo esse dinheiro e toda a infelicidade do mundo. Eu naquela noite iria me matar, mas o segundo ladrão tomou a bebida e me amarrou. E depois você apareceu e quando o vi parado olhando para os livros encontrei naquele gesto uma vontade de viver, de mudar de vida. E foi uma grande esperança para mim, porque naquela sua vontade de mudar de vida eu encontrei uma razão para viver a minha vida. E sabe qual é essa razão?
- Não.
- Eu passei a dar aulas para presidiários e para as presidiárias. Para crianças desamparadas. Semana que vem será a formatura de minha primeira turma de presidiários e presidiárias. E você está convidado a participar, assim como me convidou a mudar o rumo suicida de minha vida, dando oportunidades a outras vidas de mudarem o destino amargo e incerto que pareciam condenadas. 
Ma não é mesmo que a vida merece ser celebrada?

Zoarah!

A primeira vez que precisei de Zoarah e a procurei, encontrei uma mulher baixinha e magra como se fosse quebrar a qualquer instante.  Eu precisava falar com ela, em relação "as coisas" erradas que andavam acontecendo em minha vida. Sabe aquele instante em que nada dá certo em sua vida. Eu não ia bem em meu trabalho, em meu casamento, com os meus filhos e até mesmo estava brigando com o meu gato. Mas enfim, um amigo me disse que conhecia uma senhora de origem libanesa mas que havia morado na Bahia e praticava bem a sessão de descarrego. Uma libanesa macumbeira somente em São Paulo mesmo. E lá fui eu. Marquei horário e pronto ao entrar em sua sala de descarrego a vi toda abalada pela minha presença. E como eu disse, ela era magricela e baixa, quase podíamos pegar no colo. Ela me fez sentar e começou a rezar em libanês, depois passou para o candomblé onde recebeu o espírito forte  e confesso que me senti mais aliviado. Ela então  desincorporou e sentou-se em minha frente e me olhou nos olhos.
- Filho tome cuidado com as suas atitudes. Não tire saro da religião dos outros seja ela qual for. Os espíritos das trevas e mesmo os espíritos brincalhões esperam pessoas como você que vive fazendo piadinhas dos outros de outras religiões para entrarem em suas vidas. Opinião sobre religião é uma coisa, brincar com elas é outra coisa. Opinião é que vem de você e é seu. Brincadeira é de todos e  pode até mesmo denegrir o outro. Cuidado.
Eu achei estranho no começo, mas depois parei e pensei. Ela tinha razão porque sem saber que eu fazia piada com outras religiões e me deu esse conselho, sinal que os espíritos a avisarão. Desde então não fiz mais piadas sobre religião e confesso que as coisas mudaram. Menos com o meu gato, ele ainda tem problemas comigo.Mas enfim isso  é uma outra história.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Um momento de prazer!

Um dia desses alguns amigos antigos vieram me visitar e foi aquela festa. Porque faz tempo que não nos vimos. Eu aproveitei a situação assei uma carninha, abri algumas skol e a  minha mulher fez um vinagrete. Compramos pães para comer com a carne e o vinagrete  e ficamos algumas horas jogando conversa fora. Botando a amizade em dia, ouvindo um e ouvindo outro. Com o prazer de pessoas que se encontram sem medo uma da outra, sem querer ostentar, nem se valorizar. Pessoas que queiram dividir os prazeres da vida, prazeres de vida que vão se edificando com momentos iguais a esses. É claro que todos ali tinham os seus problemas e suas conquistas, mas o que importava para nós naquele instante era estarmos juntos com nossas familias dividindo aquele momento. Confesso a vocês que a minha semana foi ótima.Vamos repetir mais vezes  esses momentos.

Será que Mário tem razão?

Mário dia desses me disse que havia se estressado com a sua atual namorada por causa de uma noite no motel.
- Mas o que aconteceu! Posso saber! - eu perguntei sem maldade alguma?
- Claro que pode! Nada de mais eu apenas quis curtir o motel só isso!
- Como assim Mário?
- Melquis. Elaine queria ir no motel Class você sabe é o motel mais caro da cidade. E cara ele é chique pra caramba. Lindo.
- Sim eu já ouvi falar!
- Então chegamos lá, pegamos a suite presidencial  mil conto a hora e precisa ver. Balde de champanha na cama, pétalas de rosas pelo chão, lençol de cetim e sais importados, água de Paris e eu quis curtir tudo isso.
- Sim, quem não quer!
- Não é mesmo! Mas o diabo é que Elaine queria transar. E assim que chegamos ela ao invés de curtir veio pra cima de mim toda toda e querendo transar. Eu disse pra ela que essas coisas a gente faz em casa ou em outro motel mais barato ali não dava não. Pronto ela ficou brava.
Eu não disse nada porque fiquei pensando se  Mário não tinha razão. Afinal de contas a gente transa  em qualquer lugar , mas pagar mil reais e não curtir e ficar transado é pra pensar não é não?

domingo, 8 de maio de 2011

Frase de banheiro publico- II

" Pé na bunda da mulher amada dói até o outro pé na bunda da outra mulher amada"

Um pequeno grande cão.

Essa é para acreditar.

  Semanas atrás ganhei um filhotinho de chihuahua, esses cães mexicanos minúsculos que nos dão a impressão que irão morrer a qualquer espirro. Aparentam ser frágil, mas só aparentam. Esses cães são na verdade, dominadores e obsessivos e como apreendi; Eles  são muito vingativos.
Pois bem! O chihuahua chegou e logo tomou conta de todos, demos carinho e colo, alimentos e assim ele foi ficando mais forte, e se espalhando pela casa. Ele é o único animal da casa. Quer dizer!... 
 Temos uma vizinha e ela tem um gato angorá, desses gatos bonachão que entra pela casa como se fossem donos, te ignoram e vão se espalhando em seus interesses. Tão egoísta como animal algum parece ser.    
 Sempre dávamos comida a esse gato e um pouco de carinho. E por isso o gato de nome Ancar, se achava da família e quando viu o chihuahua e todo o carinho e comida que sempre dávamos  a ele, então percebeu que teria que tomar uma atitude.Afinal era um chihuahua e mesmo sendo um cão, mas um chihuahua  do tamanho de um rato. 
  Por isso para Ancar não seria difícil liquidar aquele pequeno ser. E foi então que percebemos que Ancar não ia mais para a sua casa, resolvera ficar em nossa casa dia e noite sempre observando o pequeno chihuahua, talvez esperando o melhor momento para dar o seu golpe. 
 Um dia Ancar percebeu que saiamos por alguns momento até a frente da casa e o pequeno chihuahua ficou na cozinha tomando o seu leitinho. Eu tive que voltar para pegar algo e sem que os dois me observassem eu pude ver Ancar encima da mesa olhando para o pequeno chihuahua e pronto para dar um pulo e creio que acabar com ele.
  Assim, Ancar o fez, caindo sobre o  cãozinho e tentando engoli-lo como se fosse um rato. Fui reagir, intervir naquela situação, salvar o pequeno ser, mas não foi preciso. O pequeno cão num ato nato de sobrevivência conseguiu morder o gato em sua própria boca e morde e morder  até que Ancar saiu correndo com o lábio superior todo mordido e ensangüentado. 
 O pequeno chihuahua tremia feito vara verde em ventania, mas saiu correndo atrás de Ancar e latindo com sua voz fina e irritante provando que era o dono do pedaço.
 Ancar nunca mais pisou em casa, e o pequeno Chihuahua agora com o nome de Hércules, domina a casa. Inclusive a poltrona enfrente a TV que ele decidiu ser só dele, não  há quem sente lá ou o desafie em seu poder. Principalmente quando há programas de luta.
A vida tem sempre um truque para nos ensinar.

domingo, 1 de maio de 2011

A segunda aparição de Dona Julia

   A segunda vez que Dona  Júlia apareceu para mim, eu estava triste pela morte de meu cão, Preto. Preto era um companheiro desses de a gente dormir juntos. Minha mãe nem ligava. Acho que a minha mãe sabia que de alguma forma Preto era como um anjo da guarda para mim, me protegendo sempre.
Preto morreu de parvo-virose, porque as pessoas andas com os seus cães nas ruas e ele defecam e se tiver algum contaminado o vírus fica ali. E sabe como é cão, eles sempre usam o nariz para tudo, para saber que passou por ali. Preto deve ter posto o nariz na merda de outro cão contaminado e pegou o vírus. As pessoas deveriam limpar a merda de seus cães, eles coitados não sabem e não tem noção de higiene como nós.
E essa me revolta ficou amarga dentro de mim, e com a perda de Preto eu fiquei meio rebelde, não queria ir a escola, nem comer, dormia mal. Fingia não ouvir a minha mãe me chamar. Fingia dormir. Acho que minha mãe deve ter rezado para um anjo bom me abençoar, me acalmar.
E foi quando numa manhã de sábado triste, ela me apareceu. Eu não fiquei com medo, mas não queria falar nem mesmo com ela.
Dona Júlia percebeu, e se aproximou com o seu sorriso lindo e que trazia paz. Olhou para mim  sorrindo botando a sua mão em minha cabeça e me fez dormir. Confesso que apaguei rapidamente. E depois me vi caminhando em um imenso gramado onde o latido de Preto vindo em minha direção me mostrou ele. Ele estava tão alegre, tão forte e lindo como antes, nem parecia aquele amigo doente que eu tinha visto dias antes. Rapidamente ele pulo encima de mim, me lambendo sem parar, como que me dizendo que gostava de mim pra caramba. Muito e muito....e então eu vi os seus olhos pela última vez e acordei como se tivesse dormindo durante uma semana. Eu estava agora cheio de energia, com uma fome, uma vontade de ir brincar de correr de abraçar as pessoas, e depois daquela manha eu nunca mais senti saudade de Preto. Minha mãe até estranhou a minha energia. E como um último contato em que Dona Júlia me proporcionou com o meu querido cão. Preto. Eu rezei em agradecimento a ela, e a Deus por nos proporcionar esse mundo maravilhoso de saber que o amor de um nunca deixa o outro, seja lá para onde vamos.

Mario e o estranho concurso.

Mais uma de meu amigo Mário.


    Todos iram dizer que é perseguição minha contra o meu amigo Mário. E digo que não é. O fato é que Mário tem as suas peculiaridades e eu não posso evitar de relata-lás. E antes de mais nada, eu gosto muito desse meu amigo.
    
    Um dia ele me aparece em casa todo eufórico com um panfleto em mãos que anunciava um estranho concurso. Estranho mesmo, porque eu nunca vi em minha vida um concurso em que vencedor desse concurso iria ser a peça de um outro concurso em que a vencedora o levaria para a casa. Isso mesmo eu disse  a vencedora. Porque era um concurso onde o homem era o prêmio da mulher vencedora.
Para mim isso parecia idiotice, mas não para Mário. E para não dizer que sou um chato um pessimista eu para não derrubar a sua euforia o incentivei.
- Acho que esse é o seu momento amigo, vai fundo!
E Mário foi. Se inscreveu, concorreu passando na primeira etapa, onde se avaliava os dotes físicos. Mário não é feio nem bonito, o que sei até então. Depois passou para a segunda fase que era o perfil social. Mário não usa drogas, é trabalhador tem o segundo grau completo e um carro, mesmo sendo um fusca mexido.Mora com os pais e os respeitas, vai a missa todos os domingos...até ai tudo bem. Mário passou para a terceira fase. Então na terceira fase o candidato teria que conquistar algumas participantes com um boa cantada. Ele não passou. 
Todo triste apareceu em casa, dizendo que ficou em quinto lugar no concurso onde vinte e cinco homens concorriam. Primeiro eu disse que era uma boa colocação e depois fiquei surpreso porque haviam mais vinte homens ruins de cantadas para mulheres nessa cidade. Mário se animou um pouco. O que eu admiro em Mário é que ele tá sempre otimista com ele mesmo. Então assamos uma carne para comemorar e bebemos o seu quinto lugar.
Dias depois ele me aparece eufórico, dizendo que a quarta mulher que perdeu o concurso para ficar com o campeão ligou para o seu celular dizendo que queria encontrar com ele e que havia votado nele, e que se emocionou com a sua cantada.
Enfim Mário começou a namorar. Me apresentou a sua namorada e dias depois apareceu triste.
- O que foi Mário!
- É que eu descobri uma coisa de Evaldina!
Evaldina é a sua Namorada.
- E o que é!- pensei logo em traição.
Ele olhou para todos os lados vendo se não havia ninguém nos ouvindo e então ele sussurrou.
- Ela tem seis dedos no pé direito....
- O que!
- É isso, seis dedos.
-Mas Mário. O que são seis dedos... o resto é tudo normal.
- É. Mas seis dedos me dá arrepios...
Mário e Evaldina terminaram o namoro duas semanas depois, por arrepio dele sobre os seis dedos dela.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

As coisas perdidas.


Apreendi ser preciso procurar com cuidado as coisas perdidas em nós. Aqueles sentimentos que não resolvemos e que estão dentro de nós. Ui! Dá um medo se olhar dentro de si. Dá um medo arrumar as gavetas que deixamos bem fechadinhas e que lá dentro estão todos os sentimentos que não queremos encarar. Dá um medo ficar mexendo nessas coisas,  e não viver. Mas viver é carregar armários cheios de tralhas? ou não? Ops! 

sábado, 16 de abril de 2011

Alvaro Luis. o plantador de Alface.

         Álvaro Luiz o plantador de Alface.

Nessa vida temos a certeza de que o nosso ponto de vista este sempre certo, principalmente quando impomos o nosso ponto de vista sobre o outro. O outro sempre é o culpado, o desgraçado o vagabundo o drogado o bêbado o pervertido e tudo o que podemos lhe classificar. Quase nunca olhamos para nós mesmo com esses adjetivos. E assim é mais fácil condenarmos o outro e se livrar de nossos próprios defeitos. É uma verdade que sabemos talvez desde sempre, mas nunca temos coragem de exerce. 
Eu conheci Álvaro Luís o plantador de alface que esfregou em minha cara essa verdade.
A alface que ele planta é um delicia muito bem cultivado, orgânico. Todos no bairro compram alface dele, e foi assim por doze anos. Comprávamos a alface dele, e Álvaro Luís sempre simpático e gentil passava por nossas ruas e casas e depois se ia para a sua chácara plantar mais alface. 
Até que em dado momento, Álvaro Luís não apareceu numa semana depois na outra e na seguinte. E claro como todos nós que o conhecíamos há muito tempo a preocupação nos tomou e inevitavelmente montamos uma equipe. Dirigimos-nos até a sua chácara. Especulamos que talvez ele tivesse viajado. Talvez doente.  Mas o que pretendíamos mesmo era ter uma resposta.
E lá fomos os três para a chácara.
Era uma chácara bem cuidada  a 17 quilômetros  distante da cidade.  E para surpresas nossa a casa da chácara era na verdade uma mansão. Piscina cercada de churrasqueira e jardim paisagístico. E numa garagem quatro carros importados e duas motos. Achamos ter entrado numa chácara errada. E foi quando encontramos a plantação de alface e a velha Kombi que Álvaro Luís nos entregava as alfaces. E nos perguntamos como era possível todo aquele luxo somente com alface?
Então vimos Álvaro Luís se aproximar. Vestia-se muito bem, roupa de grife. Anel de ouro, colar de ouro, Cabelo bem cortado. Álvaro Luís então sorriu, e nos convidou a entrar em sua mansão.
-Estávamos preocupados com você. Mas pelo que vejo aqui, não há muito que se preocupar. - Eu disse muito puto com aquela situação toda.
- E eu agradeço essa amizade. Essa preocupação. - disse Álvaro Luís.
- Mas porque esse luxo todo. E as alfaces? - Eu não me contive e perguntei.
- Ah! É uma historia muito interessante. Por favor, fiquem para o almoço que eu lhes contarei tudo. Agora posso confiar em vocês. Já que se preocuparam com o Álvaro Luís.
- Mas você não é Álvaro Luís.
- Sim e não. Meu caro Melquis!
Bem diante daquele enigma aceitamos almoçar. Então alguns empregados apareceram e começaram a preparar o almoço. E nos deslumbrados com a mansão, íamos vendo  as obras de arte. Móveis caros.  Enquanto Álvaro Luís contava a sua história.
Cantor popular na década de setenta, ganhou dinheiro muito dinheiro com canções melodiosas e shows intermináveis. Tinha o nome artístico de Eloy Matos. Quem nunca ouviu uma canção brega dele!   E ao invés de gastar dinheiro com mulheres e drogas. Investiu em construção civil, ações e montou um império. Tudo bem! Podíamos ver isso. Mas...
- E as alfaces! - eu perguntei.
- As alfaces! Bem, eu sempre quis vender alfaces. É algo que me dá prazer.
- Simplesmente isso!- perguntou o outro que estava com nós.
- Parece pouco. Mas quando fazemos o que gostamos mesmo que seja simplesmente vender alface, tudo  mais  o que viermos a fazer, não tenha duvida, faremos com maior prazer.
Calamos-nos. Almoçamos e passamos a tarde relembrando antigos sucessos de Eloy Matos ou Álvaro Luís. E como nos pediu, não ficamos espalhando pelo mundo a sua  vida. Contamos apenas para as nossas famílias e amigos e esses as seus amigos e familiares. E continuamos a comprar alfaces de Álvaro Luís. Até que um dia uma reportagem desses programas de tv popular descobriu Eloy Matos. Foi um fuzuê danado. A nossa rua ficou cheia de fãs e nunca mais comemos aquelas deliciosas alfaces. Álvaro Luís se mudou para algum lugar onde deve estar vendendo alface. Tomara que ele não tenha perdido esse prazer de vender Alfaces e espero que nos perdoei.
Mas valeu a lição de que se deve fazer o que se gosta nem que seja por prazer e simplesmente manter o prazer do outro em segredo.