domingo, 23 de outubro de 2011

Assassinato no Cassino - parte final.

 Depois Juraci me olhou.
- Fez a coisa certa. Evaldo e Aqua Lilás foram feitos um para o outro.
- E você, agora vai voltar para a luz, já que cumpriu a sua missão?
- Não seja tolo, a luz está em todos os lugares em todos os corações. E essa nossa história ainda não acabou.
Eu sorriu. E voltei para o bar, Mário e Valquíria conversavam já com sorrisos largos verdadeiros. É incrível como a nossa vida pode mudar de um  segundo ao outro. Me aproximei.
- Desculpa atrapalha-los, mas eu vou embora.!
- Mas....
- Valquíria essa história agora é sua e de Mário. Soltei Evaldo e Aqua Lilás. Agora é com vocês dois.
Eles sorriram.
Voltei para a casa e quando o dia chegava pude dormir demoradamente.A minha mulher reclamou mas tão casado que estava, peguei no sono profundo.
Dois dias depois, Mário Valquíria e Juraci flutuando apareceram em minha casa. Estavam juntos e felizes e me fizeram uma proposta.
 - Melquis, aceita ser nosso sócio num escritório de detective e investigações? - me disse Valquíria.
A ideia me pareceu estranha, mas me excitou e como disse Juraci a nossa história não havia terminado.
Dois meses depois surgia a Aqua Lilás investigações.

domingo, 16 de outubro de 2011

Assassinato no Cassino - parte X

A situação de humilhação perdurou por mais algum tempo. Até Valquíria ficar satisfeita. Depois ela subitamente parou e disse que precisava de uma bebida.  E se foi dando a arma para mim. Eu também precisava de uma bebida mas não poderia deixar os dois ali e muito menos dar a arma para Mário, devido a seu estado emocional. Então amarrei Evaldo e Aqua Lilás e convidei Mário para um bebidinha. Ele concordou e fomos todos para o bar do cassino. Juraci estava ao lado de Valquíria que bebia calada.
- Ei, o que vocês fizeram?
- Não se preocupe. Eu os amarrei. Estão segurou, depois eu preciso de um bebida também.
Valquíria nada disse, começou a beber.
- O que vamos dizer a polícia.Afinal de contas não há crime algum.
-Que polícia! Eu não chamei polícia alguma. Só quero é tortura aqueles dois. 
-Mas...
- Não seja tolo Melquis, Evaldo nunca vai preso. Tem muito dinheiro.
Eu não disse nada, e ela tinha razão. Fui ao banheiro e quando voltei, Valquíria e Mário conversavam um pouco animado e Mário bebia.  Achei melhor ficar encostando ao longe ouvindo.  E ouvi ela dizer a ele que  nessa vida, a decepção com o outro é uma constante e somente quando se encontra o verdadeiro amor é que a dor passa... 
- Nem parece Valquíria não é mesmo - me disse Juraci, bastante feliz.
- E Mário então parece mais confortado.
- Você agora entende porque eu estou aqui? Foi para a trazer a minha amiga o verdadeiro amo dela. Eu devia isso a ela. A pessoa que me acolheu desde de criança abandonado pelos pais e sempre me deu amor, carinho e moral.
- Mário e Valquíria! Eu suspirei. 
- Bem cumprimos a nossa missão! - me disse Juraci.
E eu entendi.
Deixe os dois se conhecendo, voltei para o escritório e soltei Evaldo e Aqua Lilás.
- Vão embora, não tem polícia alguma.
Eles me olharam assustados se vestiram e saíram rapidamente.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Assassinato no Cassino - parte IX

 Ao chegarmos ao cassino, não havia mais ninguém, todos com medo de complicações com a polícia se foram.
Apenas a luz do escritório acesa parecia contar com algum coisa.
Valquíria , eu e Juraci entramos pé ante pé. Quer dizer o Juraci, flutuou.
E para nossa surpresa. Aqua Lilás estava sorridente ao lado de Evaldo e  Mário pendurado de cabeça para baixo.
Foi uma surpresa  para todos, e eu corri para salvar o meu amigo, enquanto  Valquíria tomava em mãos uma arma que sabiamente trouxe  em sua bolsa e apontou para o casal.
- Eu sabia que iram aprontar alguma.
- Calma Valquíria! Olha essa arma! - disse Evaldo.
- Olha o caramba, você é esse organismo iram incriminar esse coitado. Agora eu entendo tudo.
- Complicações com a policia me levaram a isso.- disse Mário.
Valquíria atirou entre os dois, estourando a parede, assustando-os sem ferir.
- Conte tudo sua bactéria de esgoto.? - insistiu ela numa coragem de se admirar.
- Eu iria matar Mário, ficar com os documentos e me fazer passar por ele. E depois eu iria investir na carreira de Aqua Lilás. Convenhamos ela tem talento.
- Buhmmm! Eu já esperava isso.
Finalmente desamarrei Mário e o vi cair ao chão meloso, assustado e com certa raiva de Aqua Lilás.
- Porque fez isso comigo! Você não gosta de mim!
- Esse cu de camelo nunca gostou de ninguém. Apenas pensa em sua carreira medíocre de cantora. 
- Olha aqui, sua pinta de vaca! Eu sou uma cantora tá. Só não tive sorte.E pode me matar se quiser mas não vou admitir que arranhe o meu talento.
- Talento! Nem a Globo Rural vai querer publicar uma foto sua.  Vamos logo os dois, tirem a roupa. 
- E isso ai arrasa. Val maldita. - disse Juraci.
De alguma forma Valquíria sentiu a mensagem do amigo e se empolgou dando outro tiro. 
- Vamos tirem a roupa!  O próximo vai ser no cu de cada um.
Tiraram a roupa. E nu em pelos, Valquíria e Juraci começaram a tirar sarro do dois. 
- Ele pintinho. Ela cheia de estrias e gordura pra todo lado, até parece uma pêra. Ele seco de dá-dó....
- Chega Valquíria, precisamos chamar a polícia!- Eu tive que intervir.
- Nem ferrando eu vou perder essa oportunidade de  foder  com eles dois. Eles não não valem  nada. Olham só  o que iam fazer com o seu amigo. Vai logo chame a polícia e eu vou ficar aqui até a polícia chegar tirando sarro dos dois. Como é boa a vingança
E Valquíria fico humilhando-os ,lavando a sua alma de vingança até a polícia chegar. Mário, chorava ao meu colo, Juraci incentivava Valquíria, e Aqua Lilás e Evaldo permaneceram parados naquela humilhação alimentando a suas vingança.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Uma parada reflexiva!

Estava  viajando no feriado prolongado para o interior enfrentando aquele maldito trânsito que alivia a cidade de São Paulo mas  que causa transtorno em todas as outras cidades que dão acesso a ela.
 
Estava só, a minha mulher e os meus filhos partiram dois dias antes do feriado. E depois de cinco pedágios e 120 km numa noite escura e com certo frio. Parei num desses postos de beira de estrada para comer algo. Eu tinha mais 180 km pela frente. E numa dessa eu a vi sozinha numa mesa comendo algo e me olhando demoradamente. Fiquei constrangido. Claro! Porque ela não parava de me olhar. 
 
Terminei o lanche , paguei a conta e quando ia entrando em  meu carro ela veio correndo me chamando pelo meu nome.
- Melquis, não se lembra de mim!
Eu não me lembrava.
- Marli! Nós trabalhamos juntos na....
- Claro! Marli a secretária do Evaldo. 
- Ex- Evaldo. Ele morreu.- ela me disse seca.
- Que pena!- disse surpreso, pela morte e por vê-la.
- Pena Porque? Eu não senti pena alguma!
- Mas vocês se casaram. Eu me lembro!
- Sim, mas foi o meu inferno. Se soubesse o que ele era eu nunca teria me casado.Um alcoólatra desgraçado que me batia dia sim e outro também. Não dava no couro, não me deu filhos que eu tanto queria, nem conforto algum. Tudo o que eu herdei dele foi amargura e ressentimento.
-Mas Marli, isso tudo é um choque para mim. o Evaldo era tão certinho.
- Certinho o caralho! - disse ela com raiva.- Ele era certinho no trabalho e só isso. Você acredita que ele me fez transar com um travesti! 
- Ui! Pera ai ele te obrigou botou uma arma em sua cabeça!
- Não! Eu  confesso que tive curiosidade! Foi bom, foi bom...até o travesti comer ele. Ai não deu. Eu virei o jogo e comecei a bater nele e o travesti também. Evaldo foi parar no hospital e  depois  veio a doença do figado de tanto beber e  ele morreu.
-Puxa vida ! E faz tempo que ele morreu!
- Dois dias atrás!
- O que! Eu não fiquei sabendo.
- E isso também não tem importância.
- E você como está?
- Agora estou bem! Estou indo para o interior na casa de uma amiga minha. Bruna Lãn o travesti. Vou te confessar uma coisa. Acho que agora eu encontrei a pessoa de minha vida!
 
Eu confesso que perdi o chão. Por mais que  a gente tenha vivido nessa vida e ouvido tantas histórias a vida parece ter sempre uma  razão que foge a nossa razão.  E não se trata de uma carta a mais na manga não  e apenas. Mas a vida parece ter um baralho todo e as vezes uma jogada que desconhecemos.
Eu então fiquei ouvindo Marli contar toda a sua história até quase a madrugada chegar.
 
Marli sempre teve uma ar de soberba e não dava bola para segundo escalão da empresa. Queria um  gerente geral para a sua vida. E teve. E agora estava atrás de uma amor e parece ter encontrado com essa Bruna Lãn. Eu cheguei quase ao amanhecer na casa de meus parente e contei toda essa história. Todos me ouviram  tão surpresos como eu. De alguma forma  esse questionar de que a vida tem sempre as suas razões além de nossas razões foi comum a todos também.