terça-feira, 20 de março de 2012

Entrevista com Leia Bous.


Eu tive a honra de entrevistar essa teórica da desconstrução do Kaus.
Leia Bous.
Aqui vai um trecho de sua entrevista.

Eu-  Leia. Você acredita que o mundo está uma “palhaçada”?
Leia – Não, não. Ainda não evoluímos para esse estágio. Vivemos num circo, onde há os domadores e trapezistas. E os palhaços são poucos.
Eu – Acredita nisso?
Leia – Sim. Simplesmente domadores são os ditadores e os grandes capitalistas. Estão sempre querendo dizer o que fazermos e para o que fazermos. E nós somos os trapezistas. Sem importância alguma se  ficamos  pulando de um trapézio ao outro ou  nos esborrachemos ao chão.
Eu – Não há esperança!
Leia – O que você quer! Destruir o circo? Tirar a lona? Não estamos preparados para isso.
Eu – Então não há esperança!
Leia – Somente quando destruirmos o Kaus.
Eu – E podemos?
Leia – Basta por cada coisa em seu lugar? E um exemplo prático é que hoje em dia e antes não foi diferente. Tiramos o lugar de Deus de seu lugar. Hoje, Deus é posto em guerras santas, razões humanas. Doador de dinheiro e dádivas. Deus é fiel quando supre todas as minhas necessidades. E isso é  o oposto do papel de Deus.
Eu – E qual o papel de Deus?
Leia – Vê só como  eu tenho razão? Não se sabe mais qual o papel de Deus?
Eu – Então...
Leia – Deus como criador, assim que o imaginamos e o criamos. Tem a função de estar nesse mundo e assim nos dado a vida, apenas isso. Deixar que nós nos  encontrássemos e façamos o que tem que se feito.
Eu – Como assim?
Leia – A força da criação está em todos portando.
Eu nesse instante me calei surpreso.
Leia -... E, portanto Deus sendo o criador criou a cada um de nós como parte de um todo e não o queridinho que ira ganhar mais do que os outros por fazer isso ou aquilo que religiões impõem. Claro que para se manterem em certo poder e diferencial na sociedade. Já parou para pensar que a maioria das pessoas religiosas são pessoas frustradas?
Eu – Confesso que não!
Leia- Observe.
Eu – E temos esperanças?
Leia -  Somente quando deixar-mos de ser humanos. Porque agimos e fazemos tudo o que fazemos por que enxergamos o mundo como humanos. Nascemos humanos e morreremos humanos.
A entrevista se alongou. Eu a publicarei em partes. Por ser longa. Mas naquela tarde depois da entrevista com Leia Bous a teórica da desconstrução do Kaus, eu simplesmente nunca mais tomei café com antes.

domingo, 18 de março de 2012

terça-feira, 6 de março de 2012

Santo Deus! Não dá pra acreditar!


Meu filho de sete anos passou a agir com receios e medos derrepente e quando percebemos ele estava ficando  deprimido.
 - Rafael o que aconteceu. - perguntávamos insistentemente.  Mas nada, nada de uma resposta consistente dele.
 - Talvez seja a falta do coelho Bibi que sumiu. – disse a minha mulher.
E então compramos outro coelho para ele e fizemos uma surpresa. O coelho que  compramos era da mesma cor de Bibi e parecia o mesmo. E numa manhã de domingo assim que acordou demos o coelho a Rafael, e  ao ver o coelho ele simplesmente desmaiou.
Foi um corre corre e  o levamos para o hospital. Rafael tomou soro e voltou a si. Graça a Deus.
Contamos a história ao médico e ele pediu o auxilio a uma  estudante de psicologia estagiando naquele domingo. – bendito plano de saúde caro que pago.
Ela pediu que todos deixassem a só com Rafael e depois de meia hora ela apareceu.
-  E então! – eu perguntei desesperado.
Ela sorriu.
- Típico medo de criança. - disse  com sua sutileza clínica.
 - Medo do que? – perguntou a minha esposa.
- Rafael ouviu algum coleguinha na escola dizer que os coelhos são a encarnação do demônio. E que para se livrar do demônio e preciso enterrar o coelho vivo.
 - Ai meu Deus! – minha esposa disse assustada.
- Pois é Rafael fez isso. – disse a estagiária de psicologia. -  Mas como a lenda que disse os coleguinhas, o coelho não poderia escapar vivo se não ele apareceria novamente e levaria toda a família pro inferno.
- Que tipo de pessoa doente dá essa educação ao seu filho? Crer em inferno que coisa mais idiota. – eu disse irritado.
- Pois é senhor Melquis. Rafael acreditou nessa história e enterrou o coelho, mas esqueceu que o coelho cava e fugiu.  E no outro dia viu que o coelho fugiu e temeu que todos fossem pro inferno. E quando o senhor apareceu com o novo coelho, Rafael pensou que o coelho voltou para  levar todos pro inferno.
  Eu não acreditei que isso estivesse acontecendo com o meu filho. E então  quando Rafael voltou pra casa, começamos a trabalhar nele a idéia que o inferno não existe e que os coelhos são apenas animais fofos e dócil. E que é o símbolo da páscoa e lembra os ovos de chocolate.
Rafael aos poucos foi aceitando a nova realidade, e um mês depois estava com o novo coelho pra cima e pra baixo.
Ficamos sabendo que o coleguinha que disse que o coelho é do demônio, é filho de uns fanáticos de uma seita que condena todo mundo que não seja da seita ao inferno. Inclusive os animais.
Olhando para a situação eu pude entender  o quanto a mente humana, patina ainda num mundo primário.