domingo, 20 de novembro de 2011


  Cotidiano 1
As pessoas vivem me perguntando o que eu faço pra estar sempre bem?Qual o meu segredo?
- Eu apenas vivo! – respondo.
- Mas isso todo o mundo faz! – me retrucam sempre.
- Será mesmo que todos vivem!

Cotidiano 2
Há pessoas que parecem despercebidas de tudo.  Ou que estão em outra dimensão.
Dias desses entrei numa loja pra comprar um tablet. E o vendedor, respondia as perguntas automaticamente.
Então lhe fiz uma pergunta....
- Vem com wifi, e alguns aplicativos. - disse automático

- Não, não. Eu apenas perguntei se dá pra fazer em três vezes no cartão!

Olá, se você gostou dessa história e quiser contribuir com qualquer quantia eu agradeço. E se não quiser contribuir, tudo bem, espero que tenha gostado. Obrigado.
Brasil
Minha conta
Banco Bradesco.
Conta Corrente. - 500946 -4
Agencia - 3034-1


Ulisses j. F. Sebrian

Hello, if you liked this story and want to contribute any amount I thank you. And if you don't want to contribute, that's fine, I hope you enjoyed it. Thank you.
Brazil
My account
Bank Bradesco.
Conta Corrente. - 500946 -4
Agencia - 3034-1
Ulisses j. F. Sebrian
NOME: ULISSES JOSE FERREIRA SEBRIAN
IBAN: BR4460746948030340005009464C1
SWIFT: BBDEBRSPSPO
BANCO BRADESCO S.A.

domingo, 23 de outubro de 2011

Assassinato no Cassino - parte final.

 Depois Juraci me olhou.
- Fez a coisa certa. Evaldo e Aqua Lilás foram feitos um para o outro.
- E você, agora vai voltar para a luz, já que cumpriu a sua missão?
- Não seja tolo, a luz está em todos os lugares em todos os corações. E essa nossa história ainda não acabou.
Eu sorriu. E voltei para o bar, Mário e Valquíria conversavam já com sorrisos largos verdadeiros. É incrível como a nossa vida pode mudar de um  segundo ao outro. Me aproximei.
- Desculpa atrapalha-los, mas eu vou embora.!
- Mas....
- Valquíria essa história agora é sua e de Mário. Soltei Evaldo e Aqua Lilás. Agora é com vocês dois.
Eles sorriram.
Voltei para a casa e quando o dia chegava pude dormir demoradamente.A minha mulher reclamou mas tão casado que estava, peguei no sono profundo.
Dois dias depois, Mário Valquíria e Juraci flutuando apareceram em minha casa. Estavam juntos e felizes e me fizeram uma proposta.
 - Melquis, aceita ser nosso sócio num escritório de detective e investigações? - me disse Valquíria.
A ideia me pareceu estranha, mas me excitou e como disse Juraci a nossa história não havia terminado.
Dois meses depois surgia a Aqua Lilás investigações.

domingo, 16 de outubro de 2011

Assassinato no Cassino - parte X

A situação de humilhação perdurou por mais algum tempo. Até Valquíria ficar satisfeita. Depois ela subitamente parou e disse que precisava de uma bebida.  E se foi dando a arma para mim. Eu também precisava de uma bebida mas não poderia deixar os dois ali e muito menos dar a arma para Mário, devido a seu estado emocional. Então amarrei Evaldo e Aqua Lilás e convidei Mário para um bebidinha. Ele concordou e fomos todos para o bar do cassino. Juraci estava ao lado de Valquíria que bebia calada.
- Ei, o que vocês fizeram?
- Não se preocupe. Eu os amarrei. Estão segurou, depois eu preciso de um bebida também.
Valquíria nada disse, começou a beber.
- O que vamos dizer a polícia.Afinal de contas não há crime algum.
-Que polícia! Eu não chamei polícia alguma. Só quero é tortura aqueles dois. 
-Mas...
- Não seja tolo Melquis, Evaldo nunca vai preso. Tem muito dinheiro.
Eu não disse nada, e ela tinha razão. Fui ao banheiro e quando voltei, Valquíria e Mário conversavam um pouco animado e Mário bebia.  Achei melhor ficar encostando ao longe ouvindo.  E ouvi ela dizer a ele que  nessa vida, a decepção com o outro é uma constante e somente quando se encontra o verdadeiro amor é que a dor passa... 
- Nem parece Valquíria não é mesmo - me disse Juraci, bastante feliz.
- E Mário então parece mais confortado.
- Você agora entende porque eu estou aqui? Foi para a trazer a minha amiga o verdadeiro amo dela. Eu devia isso a ela. A pessoa que me acolheu desde de criança abandonado pelos pais e sempre me deu amor, carinho e moral.
- Mário e Valquíria! Eu suspirei. 
- Bem cumprimos a nossa missão! - me disse Juraci.
E eu entendi.
Deixe os dois se conhecendo, voltei para o escritório e soltei Evaldo e Aqua Lilás.
- Vão embora, não tem polícia alguma.
Eles me olharam assustados se vestiram e saíram rapidamente.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Assassinato no Cassino - parte IX

 Ao chegarmos ao cassino, não havia mais ninguém, todos com medo de complicações com a polícia se foram.
Apenas a luz do escritório acesa parecia contar com algum coisa.
Valquíria , eu e Juraci entramos pé ante pé. Quer dizer o Juraci, flutuou.
E para nossa surpresa. Aqua Lilás estava sorridente ao lado de Evaldo e  Mário pendurado de cabeça para baixo.
Foi uma surpresa  para todos, e eu corri para salvar o meu amigo, enquanto  Valquíria tomava em mãos uma arma que sabiamente trouxe  em sua bolsa e apontou para o casal.
- Eu sabia que iram aprontar alguma.
- Calma Valquíria! Olha essa arma! - disse Evaldo.
- Olha o caramba, você é esse organismo iram incriminar esse coitado. Agora eu entendo tudo.
- Complicações com a policia me levaram a isso.- disse Mário.
Valquíria atirou entre os dois, estourando a parede, assustando-os sem ferir.
- Conte tudo sua bactéria de esgoto.? - insistiu ela numa coragem de se admirar.
- Eu iria matar Mário, ficar com os documentos e me fazer passar por ele. E depois eu iria investir na carreira de Aqua Lilás. Convenhamos ela tem talento.
- Buhmmm! Eu já esperava isso.
Finalmente desamarrei Mário e o vi cair ao chão meloso, assustado e com certa raiva de Aqua Lilás.
- Porque fez isso comigo! Você não gosta de mim!
- Esse cu de camelo nunca gostou de ninguém. Apenas pensa em sua carreira medíocre de cantora. 
- Olha aqui, sua pinta de vaca! Eu sou uma cantora tá. Só não tive sorte.E pode me matar se quiser mas não vou admitir que arranhe o meu talento.
- Talento! Nem a Globo Rural vai querer publicar uma foto sua.  Vamos logo os dois, tirem a roupa. 
- E isso ai arrasa. Val maldita. - disse Juraci.
De alguma forma Valquíria sentiu a mensagem do amigo e se empolgou dando outro tiro. 
- Vamos tirem a roupa!  O próximo vai ser no cu de cada um.
Tiraram a roupa. E nu em pelos, Valquíria e Juraci começaram a tirar sarro do dois. 
- Ele pintinho. Ela cheia de estrias e gordura pra todo lado, até parece uma pêra. Ele seco de dá-dó....
- Chega Valquíria, precisamos chamar a polícia!- Eu tive que intervir.
- Nem ferrando eu vou perder essa oportunidade de  foder  com eles dois. Eles não não valem  nada. Olham só  o que iam fazer com o seu amigo. Vai logo chame a polícia e eu vou ficar aqui até a polícia chegar tirando sarro dos dois. Como é boa a vingança
E Valquíria fico humilhando-os ,lavando a sua alma de vingança até a polícia chegar. Mário, chorava ao meu colo, Juraci incentivava Valquíria, e Aqua Lilás e Evaldo permaneceram parados naquela humilhação alimentando a suas vingança.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Uma parada reflexiva!

Estava  viajando no feriado prolongado para o interior enfrentando aquele maldito trânsito que alivia a cidade de São Paulo mas  que causa transtorno em todas as outras cidades que dão acesso a ela.
Estava só, a minha mulher e os meus filhos partiram dois dias antes do feriado. E depois de cinco pedágios e 120 km numa noite escura e com certo frio. Parei num desses postos de beira de estrada para comer algo. Eu tinha mais 180 km pela frente. E numa dessa eu a vi sozinha numa mesa comendo algo e me olhando demoradamente. Fiquei constrangido. Claro! Porque ela não parava de me olhar. 
Terminei o lanche , paguei a conta e quando ia entrando em  meu carro ela veio correndo me chamando pelo meu nome.
- Melquis, não se lembra de mim!
Eu não me lembrava.
- Marli! Nós trabalhamos juntos na....
- Claro! Marli a secretária do Evaldo. 
- Ex- Evaldo. Ele morreu.- ela me disse seca.
- Que pena!- disse surpreso, pela morte e por vê-la.
- Pena Porque? Eu não senti pena alguma!
- Mas vocês se casaram. Eu me lembro!
- Sim, mas foi o meu inferno. Se soubesse o que ele era eu nunca teria me casado.Um alcoólatra desgraçado que me batia dia sim e outro também. Não dava no couro, não me deu filhos que eu tanto queria, nem conforto algum. Tudo o que eu herdei dele foi amargura e ressentimento.
-Mas Marli, isso tudo é um choque para mim. o Evaldo era tão certinho.
- Certinho o caralho! - disse ela com raiva.- Ele era certinho no trabalho e só isso. Você acredita que ele me fez transar com um travesti! 
- Ui! Pera ai ele te obrigou botou uma arma em sua cabeça!
- Não! Eu  confesso que tive curiosidade! Foi bom, foi bom...até o travesti comer ele. Ai não deu. Eu virei o jogo e comecei a bater nele e o travesti também. Evaldo foi parar no hospital e  depois  veio a doença do figado de tanto beber e  ele morreu.
-Puxa vida ! E faz tempo que ele morreu!
- Dois dias atrás!
- O que! Eu não fiquei sabendo.
- E isso também não tem importância.
- E você como está?
- Agora estou bem! Estou indo para o interior na casa de uma amiga minha. Bruna Lãn o travesti. Vou te confessar uma coisa. Acho que agora eu encontrei a pessoa de minha vida!
Eu confesso que perdi o chão. Por mais que  a gente tenha vivido nessa vida e ouvido tantas histórias a vida parece ter sempre uma  razão que foge a nossa razão.  E não se trata de uma carta a mais na manga não  e apenas. Mas a vida parece ter um baralho todo e as vezes uma jogada que desconhecemos.
Eu então fiquei ouvindo Marli contar toda a sua história até quase a madrugada chegar.
Marli sempre teve uma ar de soberba e não dava bola para segundo escalão da empresa. Queria um  gerente geral para a sua vida. E teve. E agora estava atrás de uma amor e parece ter encontrado com essa Bruna Lãn. Eu cheguei quase ao amanhecer na casa de meus parente e contei toda essa história. Todos me ouviram  tão surpresos como eu. De alguma forma  esse questionar de que a vida tem sempre as suas razões além de nossas razões foi comum a todos também.


Olá, se você gostou dessa história e quiser contribuir com qualquer quantia eu agradeço. E se não quiser contribuir, tudo bem, espero que tenha gostado. Obrigado.
Brasil
Minha conta
Banco Bradesco.
Conta Corrente. - 500946 -4
Agencia - 3034-1


Ulisses j. F. Sebrian

Hello, if you liked this story and want to contribute any amount I thank you. And if you don't want to contribute, that's fine, I hope you enjoyed it. Thank you.
Brazil
My account
Bank Bradesco.
Conta Corrente. - 500946 -4
Agencia - 3034-1
Ulisses j. F. Sebrian
NOME: ULISSES JOSE FERREIRA SEBRIAN
IBAN: BR4460746948030340005009464C1
SWIFT: BBDEBRSPSPO
BANCO BRADESCO S.A.

domingo, 25 de setembro de 2011

Assassinato no Cassino- parte -VIII

Voltamos para o Cassino e Valquíria me olhava constantemente perguntando por Juraci. E aproveite para fazer algumas perguntas sobre Aqua Lilás.
- Algum dia no passado fomos amigas. - disse seca Valquíria.- Eu gostei muito dela. Tenho esse defeito. Gostar de mais das pessoas. A gente na verdade sempre se estrepa. E Aqua Lilás, sempre querendo o sucesso como cantora.  E nunca percebi o tipo de pessoa que ela é. Gananciosa ao extremo, capaz de passar por cima da própria mãe, para conseguir o que quer. Fora as centenas de orgasmos que ela fingiu para estar onde está.
- Mas ela não é uma cantora famosa. Confesso que a primeira vez que a ouvi foi no Cassino.
- Sim o que tem de gananciosa tem de burra. Ela sempre deu para as pessoas erradas. Brigou com mulheres de donos de gravadora, tentou a carreira de cantora evangélica, mas também gravou um CD espirita e o pior de tudo. Brigou com os organizadores da parada do orgulho gay. Ai foi o fim dela. Até que conheceu Evaldo.
Evaldo se apaixonou por ela.
E quando Valquíria afirmou esse amor, eu fiquei pensando em meu amigo Mário. Qual o papel dele nessa história.
- De um otário, um laranja. - Me disse Juraci.
Valquíria estalou os seus olhos. 
- Foi Juraci quem falou?
- Sim ele me disse que Mário meu amigo esta nessa história toda como um laranja.
- Claro que sim! Aqua Lilás tem algum plano e seu amigo é parte dele. Como sempre Jura amigo, você arrasa. 
Juraci sorriu agradecendo.
Mas o que me intrigava era o que Mário tinha a ver com aquela história.
- Ouça, façamos um trato. - me disse Valquíria. - Eu entrarei naquele cassino quebrando o barraco e você me dá retaguarda. Saberemos de algo muito podre. Ah faz tempo que não me divirto assim, ainda mais com o meu amigo Jura....
Não tive como não negar. E confesso que a diversão foi a palavra certa para aquela longa noite.


domingo, 24 de julho de 2011

Assassinato no Cassino- parte VII

Juraci e  Valquíria se abraçaram fortemente e confesso que fiquei emocionado, mas eu não poderia deixar Juraci dominar o meu corpo por mais tempo. Foi uma experiência emocional difícil, e diria até mesmo dolorosa porque assim que expulsei Juraci de meu corpo, ainda sentido o pequeno corpo de Valquíria me abraçando, um cansaço  me dominou. Como se a dias eu não dormisse.
- Porque fez isso, não poderia emprestar o seu corpo por mais um tempo.- disse ela magoada.
- Ora o corpo é meu! Que mania de achar que temos que dar o nosso corpo para alguém! - disse eu irritado.
Ela então se sentou e me ofereceu um café, docilmente.
- Você não imagina que saudade eu sentia de Juraci. Ele ainda está por aqui.
- Sim, esta sentado ao seu lado.
- Ele sabe o quanto eu gosto dele. Eu nunca tive um amigo como ele, e senti muito a sua morte.
Eu pude ver a pessoa boa que Valquíria era. Juraci olho para mim.
- Diga a ela que eu nunca a esquecerei. E que ela foi a melhor amiga que eu já tive.
Valquíria então chorou e Juraci também chorou, revelando a mim que os espíritos também tem emoção, e choram como nós.
Aceitei o café e algum tempo depois estávamos os três sentado a mesa tomando o café.Claro que Juraci apenas nos acompanhava mesmo Valquíria tendo posto  uma xícara para ele.
- Mas o fato é que precisamos achar quem matou o seu marido.
- Senhor porque tem mesmo que se meter nisso?
- Não sei? Mas não consigo deixar de envolver.
- Acho que te entendo um pouco,depois de maravilhosamente ter me dado a chance de abraçar o  meu amigo.
- Bem...
- Acho que Aqua Lilás tem alguma coisa a ver com a morte de Evaldo. E vou ajuda-lo agora que sei que Juraci está ao seu lado.

domingo, 17 de julho de 2011

Assassinato no Cassino - parte VI

Valquíria me olhou com desprezo.
- Gente como você me dá nojo! Quer ser o bonzinho da história, mas nem olha para o sofrimento dos outros. Evaldo com o seu egoísmo me levou a isso. Eu sempre gostei daquele homem, mas ele me desprezou. Imagina se ele poderia me apresentar por ai. Uma anã!
- Eu sinto muito, mas...
-Mas o caralho seu Melquis. Sai dessa história você não tem nada a ver com isso.
- Mas uma pessoa morreu!
- Milhares de pessoas morrem por ano, no mundo. Crianças por maus tratos e fome, velhos por desprezo. Gays porque gosta de dar o cu e ai o que você vai fazer por eles. Vais ficar só nessa de defender um canalha  como o Evaldo. Já disse, gente como você me dá nojo.
- Mas um crime foi cometido.
-Então vá a policia e me entregue. 
- Eu vou ter que fazer isso.
Valquíria tomou o celular em mãos e falou algo baixo.
- Estou ligando para o meu advogado.
Juraci então aproximou-se de mim. 
- Vamos embora! - disse.
Eu não entendi, mas percebi que ele sabia de algo a mais. 
- Com quem está falando! - Valquíria perguntou.
Eu disse que com ninguém. Mas ela não engoliu. E insistiu e inteligente como era, me persuadiu.
- O senhor é médium e esta falando com o espírito de Evaldo?
- Não é o Evaldo. - afirmei sabendo que não poderia fugir de Valquíria.
Ela aproximou-se.
- Eu conheci no Cassino, ele se diz chamar Juraci e afirma ser um espírito de luz.
- Juraci, meu Deus!
- A senhora o conhece? - olhei para Juraci.
- Claro! Onde ele está?
- Aqui ao meu lado. Mas quem é ele?
- Ele era o meu mordomo e o melhor amigo que já tive. Evaldo o matou.
Valquíria começou a chorar enquanto  Juraci foi entrando em meu corpo. Então se abraçaram como velhos amigos onde eu não sem força alguma para reagir emprestava o meu corpo para matarem a saudade. 


domingo, 26 de junho de 2011

Assassinato no Cassino- parte V.

Sim era uma anã, loura e com olhar dominador e interrogativo. Olhou para  mim de cima a baixo depois sorriu  com sensualidade .
- Não gosto de homens maduros, prefiro os jovens. Mas você é atraente. Entre!
Claro que ela não viu o espirito de luz.  A essa altura já havia entrado na casa e  me aguardava na sala com sorriso sarcastico. Eu entrei e a logo senti a mão de Valquíria apertando a minha bunda, pulei de lado e ela sorriu.
- Durinha! E você parece tímido. Sabe que adoro tirar a timidez dos caras!
- Desculpas, mas esta havendo um engano! Eu não vim aqui para sexo e sim pelo assassinato de seu marido.
- AH! Ele morreu!
- Sim ainda a pouco foi assassinado no Cassino.
- Você é policial?
- Não!
- E porque está se metendo nisso?
- Porque ....
- Sente-se, quer beber algo?
- Não obrigado?
- Quer uma chupetinha?
- O que!
- chupar o seu pau, pelo menos isso pra noite não ficar perdida!
- Não obrigado.
- Você é gay?
Juraci caiu na risada. Se  espirito  ri!
- Olha eu quero saber  se sabe alguma coisa do assassinato.
- Meu Deus. Você é tolo. como vem em minha casa perguntar se  sei alguma coisa da morte de meu marido! Homens estão cada vez mais burros.
Eu me desconcertei realmente, aquela mulher era , fria e  sabia dominar a situação.
- Bem é que encontramos uma anel da senhora, no corpo do ...
- Quem disse que o anel era meu!
- Aqua Lilás reconheceu!
- Aquela vaca gorda! Maldita, despeitada, cheia de estrias e celulite. Larga, aborto mal feito. O tiro era para ela. Evaldo entrou na frente.
- Então a senhora o matou.
- Não, eu mandei matar ela. Mas o merda do cabra fez essa cagada. Eu não digo que o homens estão cada vez mais burros.
- Então...
- Então o que o babaca! Eu mandei matar Aqua Lilas, para fazer o Evaldo sofrer,  para ele pagar tudo o que ele fez com o Romualdo.
- Quem é Romualdo.
- O meu amante que ele mandou matar.
Naquele momento eu vi que me meti numa fria.

sábado, 11 de junho de 2011

Assassinato no Cassino.-parte-IV.

- E o corpo? - eu perguntei.
- Pode deixar que eu cuido dele. Você me ajuda Mário!
Mário disse que sim, nunca diria não. O que para ele a morte de Belo era lucro. Acredito.
- E Valquíria, onde a encontramos? - eu perguntei.
- Aquela mini vaca deve estar fugindo agora. - disse Aqua Lilás com raiva profunda que somente as mulheres conseguem expressar.
Então Juraci olhou para mim e  entendi que aquele local estava deserto. 
- Aqua Lilás. E os seguranças do Belo! Onde estão.
Ela então pairou os seus olhos por tudo e espantando-se com o fato concluiu.
- Aquela mini vaca fugiu com todos eles!
- Não isso não pode ser! 
- Você não conhece aquela mini vaca. Ela é capaz de tudo, e deve ter roubado todo o dinheiro de  Belo para manter os seus prazeres com os homens. É absurdo pagar para essas coisas, eu não só o faço por prazer. Tenho dignidade.
Juraci olhou para mim e não comentamos nada. Aqua Lilás então tomou  um bloco de papel e anotou uma série de endereços que poderíamos encontrar Valquíria ou alguma pista que levasse a ela.
- Vão e me façam esse favor. Eu vou enterrar Belo com dignidade e tocar esse Cassino como ele sempre quis. Você me ajuda não ajuda Mário.
Claro que Mário concordou. E ainda ele me deu a chave de seu fusca e naquela mesma noite eu não sabendo o porque me vi resolvendo um crime e ao que tudo indicava, era um crime pacional.
Juraci me acompanhou no fusca. Reluzente em sua luz ia iluminando o caminho entre os últimos carros que deixavam o Cassino.
- Escuta Juraci não dá para diminuir essa luz, está me atrapalhando.
Ele abaixou a sua luz e se materializou como a uma pessoa ainda viva.
- Não se iluda não sou de carne e osso. Apenas dou essa impressão.
E  depois de falarmos um pouco de cada assunto ser falado por um ser morto e um ser vivo, onde o ser morto era sarcástico o tempo todo chegamos finalmente ao primeiro endereço de Valquíria. Uma luxuosa casa num bairro chique condomínio bem vigiado. E antes que eu parece o fusca na portaria, Juraci fez o fusca acelerar.
- Não vamos perder tempo com seguranças.
Eu concordei, e ao batermos a porta da casa de Valquíria ela apareceu.  Era uma anã loura.